sábado, 19 de novembro de 2011

Projeto Fotos e Fatos


PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
SUPERINTENDÊNCIA DE GESTÃO E POLÍTICAS EDUCACIONAIS
DIVISÃO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL


1. Identificação
Nome do cursista
Alcemir Martins Corrêa
Nome da Escola: Escola Municipal Orlandina Oliveira Lima                                              
Ano:  6º ao 9º                                                                  Número de alunos:     100
Professores envolvidos: História, Artes e Língua Portuguesa.
               
2. Problemática a ser estudada / Definição do Tema
O tema surge a partir de um questionamento. É comum, educadores trabalharem as relações históricas da família do aluno? Tradicionalmente, essa proposta está contemplada no currículo de história. Desde criança ouvimos alguma coisa sobre a árvore genealógica, porém percebe-se a ausência ou pouco se trabalha este tema. A própria fotografia da família é algo riquíssimo que fica guardado em caixas, suportes, etc até porque culturalmente as fotografias são arquivadas e “escondidas”. Enquanto o tempo passa, elas vão envelhecendo. Daí a constituição da própria história. Surge então a situação problema. Por que não retirar as fotografias quase “intocáveis” para trabalhar a história da família em um momento em que as tecnologias estão em crescimento e são capazes de apresentar possibilidades  de melhores registros acerca dessas lembranças, recordações. A partir deste contexto, o tema define-se como Fotos e Fatos.


3. Justificativa
Historicamente a fotografia define uma época. Ela guarda através de uma imagem fatos ocorridos durante a  passagem do tempo. Ela é um recorte especial de uma condição de vida adquirida ao longo dos anos. Suas imagens retratam momentos vividos. Servem como testemunhos. Representam espaços de vivência, comportamentos, condições sociais, aspectos culturais. Seus registros abrangem cenários, personagens, fatos emocionantes.
A árvore genealógica representa dados sobre a família. Introduz o conhecimento necessário à compreensão do grupo familiar e sua origem. Serve como conteúdo relevante para as relações sócio-históricas de cada indivíduo. Sua construção parte do levantamento de informações de seus antepassados.  A partir dela, descobrem-se os laços familiares longínquos.
A proposta do Projeto Fotos e Fatos parte do princípio da necessidade do resgate desses momentos históricos vividos pelos alunos, haja vista, a pouca importância que se dá ao contexto histórico frente às transformações na sociedade. Oferecer e construir conceitos diante dessas situações é fator fundamental para o processo da aquisição do conhecimento. É essencial que o educando adquira informações sobre sua realidade. A motivação a partir do próprio contexto surge no momento em que as famílias são instigadas a participar da construção da história de seus filhos. Entender o momento histórico da fotografia, o grau de parentesco ou amizade que se traduz na busca de valores éticos e morais e na aproximação dos familiares. A elaboração da própria árvore genealógica dissemina a cultura da compreensão do passado e do fato da constituição do próprio ser, o que atualmente é um comportamento ausente na sociedade que prefere adquirir conceitos sobre o comportamento das pessoas nas mídias em evidência.

4. Objetivo (s)
Objetivo Geral:

Pesquisar e recolher informações e fotografias e organizar uma produção de fatos e fotos do contexto familiar, utilizando recursos tecnológicos existentes na escola.

Objetivos Específicos:
Realizar pesquisa em sites de imagens de fotografias antigas;
Pesquisar o conceito de árvore genealógica e identificar modelos prontos na internet;
Produzir questionários com perguntas sobre ascendentes;
Recolher registros escritos e fotográficos de indivíduos da família;
Organizar o material recolhido para a compreensão das informações;
Produzir a árvore genealógica da família do aluno;
Produzir textos narrativos na forma de um histórico familiar;
Divulgar das atividades em blog e em mural escolar;
Confeccionar manualmente um livro com todo o material produzido.


5. Conteúdos
A origem e a formação da família;
O modo de vida das pessoas numa determinada época;
Confecção de árvore genealógica;
Estudo das fotografias considerando espaço e tempo.
Biografia;
Cartas;
Entrevistas;
Narrativa;
Produção de texto;
Desenho e pintura;
Pluralidade cultural;
Ética;
Trabalho e consumo.


6. Disciplinas envolvidas-
Língua Portuguesa, História e Artes.


7. Metodologia / Procedimentos / Cronograma
O projeto contempla uma metodologia participativa. As ações estarão voltadas para a atuação dos educando. Será considerada a atuação de cada um, valorizando o seu conhecimento e sua experiência. O procedimento está pautado na criação de ações que mobilizem os alunos a instigar a participação da família. Será necessário o envolvimento de todos. Dentre as ações é possível destacar a pesquisa, o levantamento de dados, as entrevistas, produções de texto, relatos de experiência, busca de fotografias, reprodução de fotografias, registro de fotos, etc.

1º MOMENTO:
Divulgação da proposta de projeto e exploração do conceito da história familiar de cada indivíduo.

ETAPA 1:
F Apresentar a proposta do projeto FOTOS E FATOS.
F Explorar na internet árvores genealógicas de outras famílias.
F Pesquisar o conceito de árvore genealógica.
FObservar fotografias antigas no site Google imagens.

2º MOMENTO:
Recolhimento de dados e materiais.

ETAPA 2:
FFormalizar um questionário de pesquisa pautada no molde de uma árvore genealógica.
FRecolher imagens, textos e outros documentos necessários para a coleta de dados.
FOrganizar as imagens reproduzindo-as de forma scaneada ou por fotografias da mesma.
FOrganizar os documentos escritos de acordo com as possibilidades, por meio de fotocopias ou mesmo de fotografias.
FRealizar análise e reflexão dos recursos adquiridos até o momento.


3º MOMENTO:
Organização do trabalho final.

ETAPA 3:
FSolicitar aos alunos a construção da árvore genealógica individualmente.
FSolicitar aos alunos o registro de textos com as imagens no editor de texto Word.
FRevisar as produções dos alunos, feita por uma equipe organizadora dos trabalhos.
FEncaminhar cópia dos trabalhos aos pais para a devida confirmação das informações.

4º MOMENTO:
Publicação e divulgação do material.

ETAPA 4:
FConfecção de mural escolar com recortes das atividades realizadas.
FPublicação de texto informativo no blog da escola.
FConfecção de boneco de livro com os textos produzidos.

CRONOGRAMA:
FDeverá ser realizado no período que compreende o mês de outubro à dezembro.


8. Recursos a serem utilizados (tecnológicos ou não)
Humanos:
Professores, equipe pedagógica, direção, alunos e pais.

Físicos:
Sala de aula, laboratório de informática, área externa da escola, biblioteca e residências dos alunos.

Materiais:
Lápis de escrever, caneta, lápis de cor, borracha, apontador, grampeador, fita adesiva, fita crep, cartolina, pincel atômico, tesoura, cadernos, quadro-branco, folha sulfite, materiais para encadernação, régua de metal e tonner.

Tecnológicos:
Computadores, impressoras com scanner, máquina digital, cabos USB, pen-drive, celulares, máquina para fotocópias.


Financeiros:
Confecção de 100 trabalhos encadernados com espiral e capa transparente no valor de R$ 200,00.


9. Registro do processo
O trabalho será registrado através das produções textuais, de um roteiro, de relatórios, fichas, bilhetes, entrevistas, diálogo e fotografias.


10. Avaliação e Resultados esperados
O projeto será avaliado através da participação e envolvimento de todos os alunos, professores, comunidade escolar e voluntários; pelo resultado das ações propostas/realizadas e, principalmente, pela construção dos conhecimentos pelos alunos ao longo das atividades.


11. Divulgação / Socialização do Projeto realizado
Deverá ser divulgado no blog da escola e em mural escolar além de amostra cultural, de acordo com o calendário escolar.


12. Referências Bibliográficas





Parâmetros Curriculares Nacionais – 5ª a 8ª séries.

Referencial Curricular da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande –MS.



Do "Roque Santeiro" ao "Morde e Assopra"


     O contexto ao qual estamos inseridos trata de nos revelar o antes e o depois. Outrora, nas cidades interioranas a energia funcionava por causa dos motores, esses desligados às 10 horas da noite. Isso não faz muito tempo. Em algumas cidades, talvez 25, 30 anos. De lá para cá, chegou os postes e a fiação elétrica. A telefonia era proporcionada a poucos e que ironicamente valia "os olhos da cara". E hoje? Bem... Hoje tem celular no sofá, na mesa, na cama, no bolso, no outro bolso, na bolsa, na gaveta, no lixo... Poucos possuíam computadores que mais pareciam umas “jamantas”. Recordam do famoso tijolão?
     Era um orgulho ter um diploma da ESCOLA DE DATILOGRAFIA STATUS. Mais orgulho ainda era de ser aprovado pelo teste de datilografar sem ver as teclas. Ah!!! E veja bem, STATUS! A nomenclatura já apontava a globalização. E hoje? Bom... Atualmente há uma imensidão de cursos de informática. Operador de Computador?  Mas “quá!” Hoje em dia, o médico faz uma operação cesariana, enquanto, a criança surge com uma bagagem pronta (pois a mãe colocou o celular com música na barriga durante a gravidez) e em questão de meses passe também a operar, porém, computador.
     Assim, se foram os anos 80 e 90. A novela Pantanal e a saga de Roque Santeiro ficaram na nossa memória por suas ricas histórias e belas imagens. A sociedade hoje é conectada, integrada, interligada, virtual, digital, senão num todo, no entanto caminha para isso. O dia-a-dia das pessoas está relacionado com o Facebook, Youtube, Orkut, MSN, e-mail. Cartões de memória, senhas, celulares, códigos, chip´s, computadores, pen-drive, máquina digital, cabos, impressoras, tablets, Tv digital, etc. Nem a pirataria do Cd cresce mais. Para ser músico famoso, basta ser boa pinta, cantar mais ou menos e emplacar hits. Viu só!!! Não é mais letra, agora é hits. Isso tudo faz parte da nova sociedade. A sociedade da aprendizagem segundo (POZO, 2002).
     Sociedade essa cada vez mais exigente. Daí as lacunas. Se por um lado a sociedade vive mais confortável diante das novas tecnologias, por outro, tem mais alguém se tornando um Bill Gates. Isso, se avaliarmos a questão econômica, certo! Já, pedagogicamente se a demanda é crescente, é preciso que se aprenda cada vez mais e de maneiras diferentes. A fala de POZO considera que frente a essas mudanças há um fracasso. É o fracasso da incompetência.
     Está lançado o desafio. “Quem tem boca vai a Roma”, ou seja, quem tem acesso às múltiplas formas culturais  socialmente construídas vai de encontro ao sucesso. A capacidade da geração do conhecimento se produz com a busca das novas formas de aprender.
     Oxalá que cada ser humano se integre nesses conhecimentos os quais se constituem numa melhor condição de vida, assim como os autores da GLOBOalização estão inserindo as tecnologias em suas novelas atuais. “Chupa essa manga!”, ou melhor, Morde e Assopra!

Aprender a Aprender


     Há uma década as mudanças transcorrem e percorrem pelos caminhos do Brasil. Grande parte dessas mudanças se dá ao uso das tecnologias. Elas avançam e conquistam espaços longínquos. Atraem e facilitam a vida de pessoas. Apresentam novas formas de integração do ser humano e mudam comportamentos. O uso das tecnologias permite que pessoas entrem em contato com pessoas e ainda com a informação, por isso, tecnologia da informação e comunicação.
     A reflexão surge a partir do momento que se deve analisar o papel do educador e o efeito que ela produz no aprendizado do educando. É preciso compreender a sua importância. Ás vezes o fato de ter computador, acesso e atividade, não quer dizer que haja aprendizado. Neste caso é essencial a formação. A aula necessita ser repensada, observada, refletida. A formação deve contemplar a compreensão do uso de um computador e da internet. Para isso, julga-se necessária a avaliação como um processo.
     Não me recordo onde, mas li uma frase significante. Aprender a aprender. Minha atuação frente às novas tendências é de talvez substituir “verdades antigas” por novos conceitos. O novo não pode me assustar, afinal estou ciente de que a construção do currículo se dá frente à realidade, frente às transformações. E este currículo deve contemplar os anseios da sociedade. Haverá então aprendizado quando houver a busca por representação do conhecimento, baseada em propostas, teorias, no currículo.
     É preciso deixar bem claro que a informática não vai substituir ou menosprezar educadores. É essencial a fundamentação teórica, ou seja, conceitos que visam a mudança de nossa prática pedagógica. Devo conhecer, compreender e saber utilizar as ferramentas. Devo descobrir os caminhos a serem percorridos. Preparado, estarei apto a organizar-me para esta nova conjuntura.  Como pesquisador e descobridor, poderei mediar o conhecimento em aulas interativas, atrativas, significativas. Assim, deixarei de ser apenas um fornecedor de informações para ser um organizador de ideias.
     Agora, a nossa preocupação deve estar centrada nas mudanças que ocorrem constantemente. Enquanto penso numa formação, novas e novas tecnologias vão surgindo. Neste caso, novas e novas formações serão necessárias. O tempo é curto e fica claro que a acomodação nos trará angústias, incertezas, indagações num futuro tão próximo. O avanço tecnológico insiste no desenvolvimento e a prática pedagógica não pode ficar “amarrada” no passado.